ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

6 de maio de 2011

SOBREVIVENDO.


Às vezes me perco dentro de mim mesma
Deixo o real de lado e vivo o imaginário
Saio do escuro sombrio da alma e danço
A mais bela melodia ao seu lado

Quando volto ao real mundo das sombras
Não sei quem sou e nem quem quero ser
Visto-me de fantasias sem sombras
Navego no mar revolto da dor

Olho o infinito e nele quero me perder
Sou apenas aquela partícula de pó
Que o vento leva para lugar nenhum
Que passa tão rápido que ninguém vê

Pois não sou quem todos querem ver
Como querem que eu me apresente
Dispo-me de mim mesma e sobrevivo
Sou à frente das horas futuras

Busco o sentido do tempo
Perco-me sem saber quem sou
Basta ao coração aflito seguir...
Então eu sigo rumo ao nada.

Um comentário: