ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

15 de abril de 2011

INVERNO.

solitária a lua cheia escondida
coberta pelo manto da noite
espiava os vultos na rua

a neblina pairava no ar
os arbustos tremiam com o vento
as palavras soltas na pagina amarela

Mãos trêmulas pintavam as letras
transbordando as emoções do tempo
alucinado o poeta criava versos em desalinho

A noite era um chamado aos versos
o frio espreitava na janela fechada
enquanto o manto cobria o ser

O inverno chegou forte e firme
a musica era sempre a mesma
a inspiração do poeta voltará

Enquanto a lua solitária espiava
o poeta criava seus versos
a solidão de ambos os uniu

A essência da vida em versos nasceu...






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