ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

24 de março de 2011

SOMBRIO.

Despeço-me do dia
entrando na noite sombria
delirando sob a neblina fria

Nem a lua clareia a rua
enquanto caminho no vazio
ouço o som do vento chamando

Percorro as calçadas negras
entre faces ocultas em mascaras
uso a minha em disfarce

Mascarando com sorriso
a agonia cambaleante
prisioneira da alma escura


A madrugada vem se aproximando
continuo delirante dentro de mim
tomo meu vinho sozinha, suspiro...

Onde estão todos agora?
se foram com os anos dourados
embarcaram em suas viagens...

Com minha ópera predileta
continuo aqui esperando meu trem chegar...




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