ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

25 de dezembro de 2010

RASTROS...

Ouço o chamado de meu coração
tão solitário e confuso diante de tudo
a bela roseira secou e seu perfume terminou
da minha janela vejo a tristeza dos girassóis.

Tudo está escuro com gotas de desilusão
a energia de meu ser se afastou de mim
olho no espelho e vejo olhos vermelhos
lacrimejando num emaranhado de dor.

Meus tristes versos são reflexo da solidão
que não consegue expungir a mágoa
que um poeta deixou tão profunda
como uma caverna sem fim...

Somo a dor com a perda
e surgem números  incompletos
numa matemática sem nexo
acelerando o fim de meu ser

O cansaço da solidão me atormenta
com horas intermináveis sem palavras
ou sons, apenas um ruido batendo fraco
de um coração morto em vida...

Meu reflexo outrora azul
agora se tornou sem cor ou brilho
são noites sem sono e sem alimento
debilitado procuro apenas encontrar...

A resposta de tamanha amargura
deixada pelo sinistro ser que aqui passou...


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