ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

18 de dezembro de 2010

DECIFRE-ME...

A mim basta de ser esse corpo feito carne
tão frágil como a borboleta que sai do casulo
quero ser a mariposa da noite forte e firme
me entregar nos braços da vida louca e alucinada...

Quero na noite fazer morada num castelo distante
sugar os seres que ali passam sem medo nenhum
sou a dama sem brilhos falsos ou maquilagem sem cor
deixei minhas mascaras pálidas perdidas no tempo...

Meu cabelo desbotado é prelúdio de dor
amarras que me prenderam nas eras que  vão e vem
vou libertar esse ser que habita em mim e deixar o monstro
uivar forte na noite sem lua ou estrelas no céu....

Não mais me reconheço , acabei de me libertar
agora a mariposa vai longe encontrar seu lugar
com coragem e sem limites, voou na escuridão
levando seu versejar a quem quiser se encantar....

Meus versos confunde quem não consegue decifrar
aproxima os poucos que  entendem e lêem meu coração
sem limites agora sonho, livre de pensamentos humanos
pois a mim basta de ser essa carne em forma feminina

Se puder me decifrar comigo vais se encantar
afinal sou uma tempestade em forma de mulher
uma brisa quando calma e uma fera alucinada
Mas para mim basta de ser uma carne qualquer...

Será que você consegue saber quem sou????
Ou estou além de sua compreensão???
Meu desafio é para que você tente me entender
se o fizer vai viver intensas emoções
se não serás sempre uma carne qualquer...


Decifra-me....







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