ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

20 de novembro de 2010

BALA PERDIDA/SONHOS PERDIDOS.

Aquela era mais uma noite feliz, voltava para casa  vendo seus sonhos tão próximos a se tornarem realidade.O casamento com a mulher amada. Rosinha o encantou desde o primeiro dia de faculdade, não podia acreditar que criou coragem e agora tão bonita e feliz estava ao seu lado, um amor forte e puro.Muito em breve os  dois se casariam, seus objetivos estavam sendo aos poucos alcançados.
A formatura seria logo e ambos iriam se firmar na profissão de médicos e depois então teriam o filho que desejava. Esses eram os planos, pensava em tudo isso e como que flutuava pelas ruas da cidade iluminada e agitada.
Não se deu conta da correria em sua volta, estava absorto em seus pensamentos, apenas ouviu um estrondo forte e um estilhaço em seu peito e tudo ficou confuso, a dor, o barulho, levou suas mãos ao peito e sentiu uma umidade, algo grosso e quente escorria,  sentiu um cheiro estranho no ar, não conseguia entender tudo aquilo, muita gente falando ao mesmo tempo, uma agonia tomou conta de seu ser, tentou ficar calmo, tudo estava confuso, lembrava de Rosinha e seu lindo sorriso, isso lhe amenizava a dor, seus olhos começaram a ver apenas o vazio e a escuridão, sua dor se transformou em algo sem explicação.Rosinha..A dor..Pessoas...Dos olhos caiam lágrimas por acabar de perceber o que se passava, a tristeza de tudo se perder nesse momento, tomou conta dele que agonizava em meio a multidão.
De repente o vazio começou a tomar conta de tudo, a  mente foi se desligando e o pulsar diminuindo, sua visão foi escureceu por completo, nada mais sentiu e tudo parou ,  terminava de forma brusca e inesperada os sonhos a vida de um jovem que acreditou em que tudo era possível.
Na manhã seguinte a notícia de capa do jornal era"Mais uma vítima de bala perdia"
Até quando vidas serão ceifadas?

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