ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

30 de outubro de 2010

BORBOLETA.

Sou a borboleta errante
que do casulo saiu sem ordens
andou de um lado ao outro
sem rumo ou direção certa.
Sentiu a dor e o amor sofrido,
cambaleou nas estradas frias da noite
sentindo o perfume das mariposas errantes
que como ela buscavam saber quem eram
alimentou sua alma com ilusões contidas
em sonhos que não eram seus, mas da
figura feminina que dela se apossou
olhava no espelho e via um ser 
que não era ela...
Quem era, tal mulher confusa
que tomará conta de sua vida?
Seria ela, essa fêmea perdida? 
Figura de porte noturno, sem esperanças
nos rios que derramam amor, simplesmente
uma dama do seu próprio mundo vazio.
Seria assim até o momento de sua plena libertação,
onde ela a borboleta, voará livre pelas eras
buscando o tempo que ficou em trevas sem luz...





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