ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

16 de outubro de 2010

Poesia de Calliope.

Carta como fora uma luz azul...

A tristeza miúda que a ti se achegou

E graúda em teu peito ficou

De mim também se apoderou

Mil avisos também a mim deixou

Mas mui bem os maquiou

De dores também me falou

Mas nem  tudo derramou

O fez como fora um presente

Aveludadamente

Mudo mi’as luzes de cor e efeito

Entorto mi’as estradas apoiando no peito

Quero um salto para o infinito

Quero de volta o meu grito

Mi’as sombras e luzes são tons de alma .

Se tento dar ares róseos e amenos 

Parecem murchar ,ficar menos

Como fora coisa mal pintada 

Erroneamente selada

Escorre em presença de lágrima deitada

Mostra então mi’a triste face marcada

  Calliope.


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