ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

18 de outubro de 2010

Poema de Ricardo Vichinsky



 SANTA SEM ALTAR.                                            
Profunda tristeza
Em teus traços
Noite e dia
Aflita, amarga
Com um pequeno
Animal ferido
Agonizando
Entre mundos
E suas pútridaz
Chagas
Pairando sobre
Abismos
Abrindo a bocas
Das viboras
Cuspindo peçonha
Olhos rubros
Segue-te
Atrás dessa
Visão estranha
Gerada de teu
Sangue
Sombra pura
Rondando
Supremos
Sofrimentos
Que te envolvem
Em negras brumas
Que te acompanham
Transformando
Em algo doce
E meigo
Um saudoso vulto
Dessa santa sem altar
Sem cultoompanham


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