ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

8 de setembro de 2010

Solidão

No casarão o vento forte
girava as cortinas rasgadas
teias de aranhas desfiadas,
no ranger da velha escada
passos lentos desciam,
no chão o velho livro,
o gato rosnava na cozinha
no fogão fumaça cinza jazia,
aquecia o frio solitário
na vitrola a voz angelical
de "Françoise Hardy" cantava
"Mon Amie La Rose"...
Enquanto ela bebia
licor com os fantasmas
brindando as rugas chegadas...

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