ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

20 de setembro de 2010

Salvação.

O medo me acaricia a face
com um corte lento e profundo de dor
escureceu minha vida, me escondi
na profundeza de mim mesma
como num buraco profundo,
escorria em minha face
o veneno amargo da dúvida
não desejava sair e sobreviver,
a angustia tomava conta de todas minhas
terminações nervosas e o medo aumentava
alucinada vi o monstro de dentro rugir
gritei de pavor e o corte aumentou
sem cicatrizar escorria queimando
as lágrimas de pavor tão amargas como fel.
Estava nascendo em mim a escuridão total
o breu da alma aflita angustiada
enlouquecida de pavor...
Minhas mãos buscavam ao amor
mas ele estava ausente de mim,
havia me abandonado por décadas,
deixando ser a escrava da solidão,
seu grilhões me prendiam...
Agora o corte lento machucava
sem encontrar a solução e nem o amor
que poderia me curar, voltei ao sol
mas ele estava escondido, deixou de brilhar
aos meus olhos, trazendo em seu lugar
a tempestade na alma vazia...
Meu grito foi ouvido no universo,
então uma mão me tocou e a possível
salvação do anjo negro aconteceu,
Estava em forma de versos, vestido
de um versjar sublime, me acariciou a a alma
beijou minha face, seu toque me acalmou
em seus braços desfaleci e o medo se dissipou...

Nenhum comentário:

Postar um comentário