ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

6 de setembro de 2010

Natureza morta.

Tempestade em mar revolto
os urubus agitados
em busca de carniça
revolvem um ser que habita
completamente morto em mim,
petrificado, cheirando mal
a beira de não mais sair
da angustia infantil
me imposta quando a leite cheirava,
desperto agora a dor amadurecida
na solidão da alma sofrida
em forma de mulher abelha
aferroando o amor dilacerado,
em qualquer estação de dor,
Minha salvação vem em forma
de um ser passado, tão sofrido
quanto essa alma feminina,
um poeta de infância perdida
quando escondido da vida
buscava saber quem era...
Nossas naturezas mortas se acharam
nesse mundo moribundo, de versos
em lágrimas de dois poetas esquecidos,
no tempo de um desejo ainda calado.
Nesse encontro repleto do escuro véu
da noite, ainda em chamas revive
o ardor de dois bravos guerreiro,
a ti nobre menino poeta, venho com
meu amor, para salvar nosso encontro
nesse momento de dor, liberto da escravidão
de nos dois, em tempos diferentes, possuímos
a sabedoria de uma luta interior regada com vinho
do desamor, amargo como fel..
O sabor de mel ainda virá e nos transformará
em só ser, escreve tuas tristezas, me deixa
buscar no teu intimo, a mais bela flor
Te aceito do passado, vivendo o agora
sem pensar no amanhã, para que continuar
a cheirar mal com a alma, mortificada
pela dor...
Vem salvemos por tanto, a criança
que verseja com clamor e deixemos livre
correndo pela vida, o sorriso que calou...

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