ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

10 de setembro de 2010

Maldição de um poeta.

Retrato falado
do poeta fantasma
perfurando a mente
as eras passando
passos algozes
a morte chegando
espreita em versos
o cavaleiro errante
domando a sorte
outrora perdida
como furúnculos
apodrecidos ao leu.
Por que escreves?
Se não te aprimoras?
Maldito teu ser
que em mim, ficou
palavras ferozes
estupram que lê
versejar vazio
que dói minha retina,
pequeno tu és poeta,
sem voz aclama ao nada
seu mundo morreu,
você nem percebeu,
ressuscita poeta
liberta sua voz
passeia em versos
te deixa renascer
teu brilho perdido
encontra de novo
escreve com rimas
esquece as notas
te deixa vencer
pela beleza que és,
espanta a morte
vive em mim, cria meu ser
voar na selva do mundo
é sofrer, vencer e se deixar levar
vai poeta, continua a batalha
não perca a vez, sem amor
ou sensatez, o que importa...
Somente escrever...

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