ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

4 de setembro de 2010

Loucura.

Acordei sem saber onde estava
meu inconsciente alucinado
sentia as dores da alma inquieta,
enlouquecida delirante, minha
dose diária não me acalmava...
Minha mente sem parar, gritava,
lágrimas como torrentes hibernais
brotavam cada vez mais...
Ouvi gritos de pavor dentro de mim,
buscando freneticamente saber quem sou...
Sair de mim mesma foi horrível,
nessa busca me deixei levar como ondas
bravas na tempestade, em um mar de fúrias,
o monstro agitado me cansava nessa luta,
a derrota me assolava,me debatia cada vez mais,
minha respiração ofegante ia diminuindo...Diminuindo...
O corpo tremulo no mórbido pavor, ficava agora imóvel,
inerte, quase um moribundo sem dono...
Na veia entrava o liquido escorrendo queimando,
deixando só os vestígios das horas torturantes,
onde minha natureza enlouquecida me levou...
Acordei num dia qualquer, sem saber o tempo
onde me encontrava, apenas respirava lentamente,
deixando a vida acontecer, o sonho renascer...
O bem e o mal, na luta de forças animais...
Minha loucura deixava-me até o próximo encontro
das forças do monstro adormecido, que quando desperta
furioso devora meu mais íntimo pensamento e alucinada
não consigo resistir a minha mente inquieta...

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