ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

25 de setembro de 2010

Devastadora.

Quando o sábado chegou
a noite avançou, solidão
se fez presente novamente
tão cruel e devastadora,
só o som da velha vitrola
tocando a ópera fantasma
e o vinho amargo envelhecido
escorrendo por sua boca,
seria outra noite
sem calor e muito fria
envolta em suas lágrimas
não sabia mais onde ficar
onde ir, diante de tantas
emoções aniquiladas
perdidas ao tempo
jogadas ao relento...
Discou um numero qualquer
apenas para ouvir uma voz...
Descerá ao fundo do poço,
sem notar estava se afogando
dentro de si mesma amargurada
tecendo sua mortalha negra
de sonhos envelhecidos tomados
por teias de aranhas tão negras
quanto ela no seu habitat.
A noite avançava em passos lentos
aumentando o sufoco e dor...
Madrugada vazia, anunciava
seu fim...







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