ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

22 de agosto de 2010

Partirei.

Partirei como o azul
do céu de verão, que dá lugar
ao outono amarelado com folhas
mortas ao chão...

Calçadas vazias a espera do frio
das noites gélidas de almas vazias.
Pois é, pra que tantos sonhos
perdidos ao léu, no véu cinza do céu...

Partirei como as aves em final de primavera
em busca de um lugar melhor, com vida e cor...
A vida passa, momentos de dor, as vezes de amor,
Sem pressa de chegar ao final do horizonte...

Partirei, sem ter porque,ao infinito do ser,
tomarei meu ultimo café nesse lugar que sufoca,
deixarei a angustia dessa dor, no fundo da xícara
com gotas amargas, do café que restou...

Votarei ao mar de sonhos, alucinados...
Num país de sombras mortas, onde o melhor
é esquecer, a sujeira de um patrimônio
tão morto como seus sobreviventes ao tempo...

Partirei em valsas da canção de amor
em busca do tesouro que está no fim
do meu próprio túnel,agora tão escuro
como o céu de outono, abrirei o arco-íris
das cores e sumirei,nas nuvens de algodão...

Partirei sem rastros, sem olhar para traz,
soltarei as amarras da vida, sem âncora
sem porto de chegada, apenas a partida...
Quem sabe voltarei em algum verão...Quem sabe...

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