ESCREVER É UM VÍCIO QUE NÃO QUERO CURAR NUNCA.

30 de agosto de 2010

Amargo...

Em passos lentos caminha pela rua,
vagavam os pensamentos,tentando entender o porque,
tudo parecia tão perfeito, encantador e de repente
deixou de ser, como um sopro de vento...
Sumiu entre a multidão, de olhos sofridos, lágrimas
que não paravam de cair, e ela confusa misturava-se
aos sentimentos alheios, aturdida buscando respostas,
as quais não tinha, sua dor aumentava ainda mais...
Entrou em sua casa enfim,deixou tocar aquela canção,
que dele lembrava, vestiu-se em forma de poesia,
bebeu o vinho da dor, saboreou mais uma vez a solidão
logo deixaria tudo acabar, o infinito surgia em sua mente
e ela não queria mais um dia, como aquele, que a torturava...
Sua mente delirava, a angustia de não saber o motivo do abandono,
a música agora mais alta sufocava seu gemido de pavor, tudo ficava escuro,
e distante, então decidiu que ainda não era hora de partir,voltou o tempo,
no relógio de sua vida, lembrou dos amigos, das cores e perfumes, recuperou
seus sentidos...O frasco caiu no chão e os pedaços de absinto esparramados...
no por do sol, daquele dia, nasceu um novo ser, envolto na magia compreendendo
então, que seu amor nunca foi absoluto, agora sem mais olhar para trás, seguiria
o rumo de uma vida sem cor, até recuperar o brilho, o perfume e não mais sentir o amargo do absinto em sua boca...
Provaria a erva do amor novamente?
O tempo falaria...A vida talvez ainda lhe sorria...

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